Powered By Blogger

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Versos e estrofes

Quando se chora ao ler poesia
Uma lagrima doce que corre pelo rosto
Faz esquecer o que é melancolia

Quando se chora ao ler poesia
lava-se a alma,riso mais jovem
Da moça que não tinha poesia

Choram-se as farpas,atiram-se mágoas
Do começo até o fim dos dias sopro de harpa
É ouvido ao ser uma poesia

E para quem,se quer já ler poesia
Dia e noite,,noite e dia tem o mesmo sabor
De vida vazia.

(bruno Pefe)

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

O melhor da vida

Em dias que a montanha
Belisca as nuvens
Como já dizia Rubens
Algo deve estar errado

Dói tanto ter quarenta anos
E não ter um amor fedido
Para relinchar seus roncos
Ao meu lado,ao me deixar de lado

Por quê ainda quero morrer de amor
Se mal posso olhar-me no espelho,
Vêm-me um pensamento pentelho
Poderia aumentar um pouco mais os seios?


(Bruno Pefe)

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Um pedaço do mundo

O meu pedaço do mundo é aqui
Fico assustado ao me pensar em outro lugar
Mas dentro de mim a um pássaro
Batendo asas prestes a zarpar

Está menos claro,mas cada vez mais claro
Que necessito do luar
Mas fico mesmo assim sentado
De olhos fechados,com medo de olhar

Me emprestaram um lema afim de me encontrar
Mas eu não tenho um tema para me direcionar
Como minha estada aqui é pequena me surpreenda
Pois logo descubro minhas asas e parto,a voar.

(Bruno Pefe)

domingo, 13 de novembro de 2011

Caminhada

Sigo risos
Sonhos infindos
Livros lidos
Uma só vez

Sigo rindo
Fim do sonho
Lendo o livro
Outra vez

Sigo e rimo
Rego sonhos
lendo um livro
Com você

Sigo e paro
Pesadelos
O falso fim
Cadê você

Não mais sigo
Pois o meu sonho
e este livro
Me levaram a você.

(Bruno Pefe)

sábado, 12 de novembro de 2011

Carmen

Sete estalos,é domingo
Chato,calado,nada a esperar
Meus dias acordam quase dormindo
Outro dia a chuva me fez cochilar

Há tempos em que se forjam sorrisos
Sem saber,são postos em bocas malditas
Quee acabam em sorrisos e cuspidas
E se acham na noite mal dormida

Nem só de acasos é feita esta vida
Mas sim de alguns causos e histórias perdidas
Torram-se as lágrimas das brigas precedidas
Vê-se flácida a ópera das nossas vidas.

(Bruno Pefe)

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Em tempo

Em tempo em que a moda
É dizer o que se finge pensar
E quando não vale mais fingir
mostra o que sente,e machuca
O inocente que ao se distrair
Vê-se perdido,sem amigos
Pois todos queriam lhe espezinhar
(Bruno Pefe)

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Poema monetário

Aí!Como me dói ver que a minha dor encharca
Nas gotas cuspidas do teu riso debochado
Pois,quando finalmente soube o que é viver
Percebi que o sol não nasce sem ser pago
E que tudo e todos têm seu preço
Até o amor,até o apreço.


(Bruno Pefe)

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Arritmia

Ah se eu soubesse escrever
Perguntaria todo dia de você
Talvez até Deus ouviria algum dia
E o meu dia ia nascer

Me integro ao nublado
Vou chover!
Lágrimas de sódio
Caem do meu ódio
Disfarçado de sofrer

Ainda sou muito jovem para saber
Se o caminho que escolheu é o fim
Ou se tentara só lembrar do melhor de mim.

(Bruno Pefe)

domingo, 9 de outubro de 2011

Sampa

Em dia em que até a lua está tímida
Me canso até de pensar
Que eu dia se estiver louco
Talvez meu descanso seja amar

E tusso com a fumaça turva
Que o vento torto acaba a levar
Vejo que não nada queimando
A fumaça que respiro é o próprio ar

E ando até ficar rouco
DE tanto exclamar
Nas ruas todos são loucos
A ópera para eles é gritar

E gritam tanto fazendo poucos
Até alguém a voz lhe roubar
E voltam para casa tão todos
chorando:São Paulo!
Para sempre vou te amar.


(Bruno Pefe)

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Sapatos

Pessoas crescem
E agradecem fúteis
Ao se juntarem ao rebanho

Pessoas úteis, dormindo cruas
Acordam e vêem com entusiasmo
O sono nos olhos do futuro

Pessoas dúbias
invertem núpcias
aos trilhos do que sabem

Pessoas?Dúbias!
Enervam ás turras
discussões profundas.



(Bruno Pefe)

domingo, 2 de outubro de 2011

Dos meus arrependimentos

Não estou limpo,nunca estou
Carrego comigo a poeira de tudo que eu fiz
Cada pessoa a qual eu magoei
O que eu queria dizer e não falei
O que poderia evitar e deixei acontecer
Cada erro é como uma mancha na minha alma
E a sinto cada vez mais áspera,mais suja
Como uma janela de um prédio abandonado do centro da cidade.


(Bruno Pefe)

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Vento seco

Meus passos têm um som irritante
O bater dos sapatos,quase marchando
Pena que as pessoas não se amem tanto
Quem me dera se nascessem sabendo se gostar

A Aliteração dos cifrões arranha os ouvidos
Ando pela rua,calçadas já me perco no que penso
Se eu soubesse cantar,gritaria um universo
Em um tom suave,a ser ouvido só pelos anjos
Ou algo que houvesse parecido

A neblina não é estranha no litoral
Forma nuvens à altura dos olhos
Me sinto frio como se sofresse de todos os remorsos
Como se,padecido,dores alheias me engordassem.


(Bruno Pefe)

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Boas-vindas á primavera

A quatro primaveras
Minhas flores se murcharam
Eu junto com elas
Em sal me afoguei

Em uma piscadela
Tudo estava acabado
E para recomeçar
Não sabes quanto sangrei

Sangro ainda triste
Nos dias mais amargos
Sinto sua falta e fecho
os olhos resignado.
(Bruno Pefe)

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Polos

Cada um se diverte
Do jeito que lhe cabe
Ao passo contrário me converto
As minhas derrotas e as dos outros

Cada um chora o gozo das alegrias
O sereno da noite brilha como dia
Enquanto isso,ralo-me no chão
Engolindo o orvalho como se fosse solução

Cada um aos seus credos revigora
Gritam salmos,e nos olhos brilho,sorriso
E eu ,sem crer em tal qualquer
Quando o digo,dizem credo!Mas como é?

Cada um o paraíso insiste em buscar
E faz um tudo para enfim o alcançar
E eu incoerente passo os dias a clamar
Que a vida é só isso, mais do que isto não há.
(Bruno Pefe)

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Tenho dito

Sinto que o que falo
Se perde em seu destino
assim que minha boca abre
Encaixam-se repúdios

Falo,e quando falo
Cala-me o destino
Fazendo o que falo
Algo do seu próprio gozo

Não falo,mas sofro
As rasuras dos desvios
De quem não ouve o que falo
E retalha os meus ditos

E me resta o velho fardo
De responder pelo o que digo
Explicar o que não senti,
Colher o que não plantei.
(Bruno Pefe)

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Setembro nu

Tenho mais de quinze anos
E muitos ódios pela frente
Para sorver em um céu azul
De um qualquer setembro nu

Devem as minhas lágrimas tecer
Tudo de bom que há de haver
entre meus olhos e o coração
No impugno da situação

Dirigem as cinzas de caráter
Em busca de um aumento
Das suas próprias locações
Como gados em rebanho ao abate

Lamento que o cinza me cegue
Que meus irmãos me reneguem
Em busca do primeiro milhão
Onde vão as compras
Em busca de um coração.
(Bruno Pefe)

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Economia de Gestos

Tantos quereres fúteis
Fazem pálido o meu ego
Estômagos contraem
Para sonhos intragáveis

Rasga-se choro pela felicidade
Quando chega sente o rosto
Com uma gota de tristeza
Mas se basta ante o ambicioso olhar

Ave o cheiro de enxofre da conquista
De perder-se em um caminho sem volta
Aos ciclos de desatino

São quereres demais
Só quero a minha paz
Mesmo que seja com a morte.






(Bruno Pefe)

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Poesia de ir embora comigo

Se perderam as viagens
todas mal empreendidas
Se sujaram as paisagens
a doce vida mal vivida
De vermelho entourage
Qual poesia não sentida
Uma centelha de coragem
Pinga roxa em minha vida
E se viver a paisagem
A vida timbra mal resolvida
E se tudo é miragem
O meu oásis eu perdi.

(Bruno Pefe)

Ferro bruto dos meus olhos

Qual é o sentido da vida
Provocar a morte despercebida?
Invocar o ódio para ocupar o tédio?

Do que são feitas as palavras vazias?
De ar e sangue de alguém que não sou eu
De ódios em odres dos quais um Deus já bebeu

Ou das vistas cegas a farsa que sou
Se corro jogo o sangue que é seu
Se é meu, me corte,me prove que nasceu

Pois se não, é só, escorre
Regado à poesia
Fingindo que viveu.

(Bruno Pefe)

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Sereno

Sim,senti-me malvado
Me vejo fadado
Aos teus olhos nus

Ai!Assim derrotado
Divago calado
Pelos teus corações

Sabes,me jogo ao chão
Nesse frio do salão
Só para te tatear

Debaixo de um vão
Sem dor nem razão
Só,a me encontrar.
(Bruno Pefe)

terça-feira, 28 de junho de 2011

Sinfonia Surda do Adeus

Que música é essa?,ela começa,cadê você?
Que música lenta!só isso que me resta,e uma fotografia nossa
Notas violentas a me desorientar,esqueço de notar
Como era bonita,como era bonito ao seu lado estar

A vida é um inferno sem te entreolhar
Loucuras! Pinturas,as faço para estar
Em um quadro,ao seu lado,mesmo sem poder falar
Fico pasmo,no meu desenho calmo,você parece gostar

Mas te conheço,não tens apreço,e volto a chorar
Choro mesmo,e choro menos,até me acalmar
E volto ao teu quadro,aos teus olhos,continuo a pintar
para que esses brilhem,e por eles passem a luz triste do meu sonhar.

(Bruno Pefe)

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Síntese

Na assimetria do tempo
Revogo, taciturno meu alento
Invoco rastros turbulentos
Do que um dia chamei de sonhar

Na carona nao quista desses ventos
Nao escolho a direção nem o lugar
E a arritmia de tudo que eu quero
Te peço a paciência de uma brisa

Nesse ritmo arrítmico do meu sonho
Espero dormir para me entregar
Aos teus olhos,vívidos de luar
Mas a manha vem clara a te tragar

Mas fique calma um dia você há de voltar
Noite e dia em um sopro calmo a me abraçar
Sem precisar nos meus sonhos lhe recordar
Nem ter medo da memória te apagar.
(Bruno pefe)

Pedaço do Tempo

O mundo passa
E eu ando devagar
A chuva cala
As cantorias do bar

Se foi o meu riso
No rio do meu pranto
A engrenagem,suja
como a minha cara,viagem

Cada um há de viver o que lhe cabe
O que vivo,é a espada,falso sabre
De revoluções implícitas nos olhos
Que brilham a vitória derrotados

Tem dias que o dia anoitece claro
E a única retórica é dormir
Nesses tempo o tempo
Corre em sentido anti-horário

só para os olhos molhados
Visarem o passado
e enxergarem na tristeza
Um mundo enrrugado.
(Bruno Pefe)

domingo, 19 de junho de 2011

Entre trevas e trapiches

Basta de choros imbecis
De redondilhas,coros viris
De caudilhos que forçam a voz
Ao se provarem menores.

Resta um infinito
De homens sempre maiores
Pigarreando as minhas vontades
Sem pedir a minha opinião

Acalmo dessa constante intelecção
O meu fim querido foge
Pelas linhas da minhão mão
Não parece a primeira impressão

Visto pelos estilhaços
Do nosso espelhos quebrado
Me vejo movendo o trapiche
e nos teus olhos as trevas em riste.

(Bruno Pefe)

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Nascer do Luar

Os dias são estranhos
Costuras de se errar
Nos dias me entranho
E espero a noite me tragar

Você me é estranha
Mas quero te abraçar
Os dias são oblíquos
Quero me entregar

O dia é um inseto
Prestes a voar
Eu me sinto o resto
Figura na sala de estar

O dia é sua luz
Me dá vontade de cantar
A noite que começa...
Me perco ao falar.
(Bruno Pefe)

domingo, 15 de maio de 2011

Ventos de março

Você,que dava vida ao meu sorriso
Me deixou,sem sobreaviso,sozinho
Irrelevou o meu riso,abatido
E fez de fuligem tudo o que eu sentia

E hoje em dia,quando ensaiei esquecer
Me deparo de frente ao passado
Agora já deu errado,outorgado
Tudo se passou,agora ex-amor
Tenho um amor,e me sinto amado.
(Bruno Pefe)

terça-feira, 10 de maio de 2011

Triz

Quisera os teus
Quisera Deus que fosse assim
Mais difícil para você
Do que para mim

Chora em fatias de cetim
Ata os dois lados
nosso fim,corre
Desesperado,faquir
Me sorve
A sorte nos errou
É o fim do nosso amor
Foi por um triz,
(Bruno Pefe)

domingo, 8 de maio de 2011

Elo Partido

Diz que não chora
Que não sente saudades
Por que essa é a verdade
Me entope a sua claridade

Para que esse mesmo refrão
Se o tom do meu coração
Agora só te diz não
Como se já tivesse sido são

Desatina a minha aflição
Tom de ordem pacional
serotonina além do ideal
Sem nenhum cabimento
No sentido literal

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Fim de tarde

Os dias são estranhos
Costura de se errar
não dias me entranho
espero a noite me tragar

Você é uma estranha
Mas quero te achar
Os dias são oblíquos
só quero me entregar

O dia é como um inseto
Prestes a voar
Eu me sinto o resto
figura na sala de estar

O dia e suas luzes
me dão vontade de cantar
A noite que começa
me coloca a falar.
(Bruno Pefe)

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Folhas secas

Me canso a esmo
para-quedas de más intenções
é ele mesmo,extrema-unção
ele fatigo,o meu coração

Por que te amo?
se o mundo é do Não
Por que os mimos
só por diversão?

E vou de arrimo
sigo a minha paixão
Como auxílio,
folhas secas no chão.
(Bruno Pefe)

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Estrofe

Sinto falta de algumas pessoas
Mas,principalmente,sinto falta
Do que era,do que eu nunca fui
Tenho vício em gritar para o passado
Eu quero voltar ao final,a ser cabal
mesmo que nunca tenha sido assim.
(Bruno Pefe)

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Rúbias íntimas

Me perco pelo vento,desaforo
Pelos rios,pelas ruas,contesto
O homem é mesmo seu próprio lobo
Pela prata e pelo ouro,eu não presto

Amar a própria espécie como o resto
Perdi a euforia em cada retórica
Ainda sentir o gosto dos seus cheiros
É algo ambíguo,e vou-me ao desespero

Por idas,procuram o meu íntimo
Elipse escarnecida,desejos
Receios se misturam em algum lugar
Sinto,não sinto?Esqueci de lembrar.
(Bruno Pefe)

segunda-feira, 28 de março de 2011

Pena

Para teres o meu amor
Só precisas me amar
Se não me deres amor
Não adianta sonhar
Pois ao seu primeiro piscar
Como uma brisa tardia
Eu sumo,e busco até achar
Alguém que vá me amar
Um dia.
(Bruno Pefe)

sexta-feira, 11 de março de 2011

Mutualismo

Símios,sismos de aflição
Cantam,maldita depuração
Se arranjam nos riscos
Em um assim não

Fogem vendo os riscos
Da distração
Nos meus escombros
Figuras,fulguras de dizeres

Ai então,regidos,riscados
Minhas sombras me rechaçam
Me excluem do que eu sou.
(Bruno Pefe)

domingo, 27 de fevereiro de 2011

!?

Eu juro que estou vivo
Que ainda sinto
E isso é puro
Que tudo é puro

O que eu sinto
Eu estou mudo
Mas ainda vivo

Se tudo muda
Então eu minto
Sobre o que eu sinto
Sobre estar vivo.
(Bruno Pefe)

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Últimas lágrimas

Você quer me arrancar a última lágrima
Até que só chore o meu coração
Você me faz desconfiar até da única lástima
Que levam os meus olhos a dizerem não

Você rouba o sorriso de mim
E foge com ele correndo sem fim
Você faz meu coração sangrar
Como se as suas balas fossem de festim

Você foge com toda a minha alegria,com todo meu sim
Me faz ver que a vida não é doce
Você seca todo o meu perfume
Dissipa o cheiro e transforma tudo em negrume.
(Bruno Pefe)

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Bula

Viva,mas viva pra mim e pra si
Que a vida é um disco
Que música pode acabar
Ou o disco pode arranhar

Não minta pra si,é perda de tempo
Viva para continuar
Ame para não se cansar
Dos dias febris
Que uma hora eles vão acabar

E levam consigo
Todo o mal que causaram
É quando se sente
Que tudo,doce ou amargo,
de repente ou gradativamente
Tem data para acabar.
(Bruno Pefe)

domingo, 23 de janeiro de 2011

Onde foi parar?

Terminei de arrumar minhas malas
Olhei pela última vez a nossa casa
Senti um arrepio e um fervor
A raiva é só o prenúncio da volta do amor

Não valia mesmo a pena suportar a dor?
Quando se briga o amor perde a cor
Mergulha em um cinza boçal
Se perde por falta de traquejo

Por que será que me perdi?
Por que voastes da minha mão?
Só sinto que não sei pra onde vou
Só sinto que perdi o meu amor.
(Bruno Pefe)

Caminho

Fui apanhando
Até reconhecer
Que o tempo é relativo
que meu tempo com você
É meu soro e meu abrigo

Fui com os olhos fechados
Até ver para crer
Que o meu tempo com você
É menor do que deveria ser
E que a vida é uma aquarela
Das cores dos teus lábios

Fui,sabendo sem saber
Que peguei o caminho certo
Que estou do lado de quem deveria estar
Que a sina do destino é tudo se arranjar
E seus seus olhos ainda brilham
É aqui que vou ficar
(Bruno Pefe)

sábado, 22 de janeiro de 2011

Suas asas

Quando me perdi procurando
Nos meus vícios,teus indícios
Nos teus versos,me virei do avesso
Rebusquei meus termos
só encontrei teus cabelos
E a minha incapacidade de dizer não

Ao perder os meus sentidos
Descobrir o sentido
Do luar dos teus olhos
Descobrir que o brilho lacrimoso
Dos meus olhos corrompidos
É o meu choro ressentido
O meu medo de te perder
(Bruno Pefe)

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Poema íntimo

Os teus olhos não estão mais em transe
Mas seu pescoço responde meus recados,delicados
Ah,se os seus passos estão marcados
Meus olhos seguem seus timbres ousados
Que me dizem para não sair ainda

Se tudo em ti me diz que tu és linda
Quanto mais perto mais sorte a minha
Minha alma foge em busca do seus bosques
Seus olhos são o meu açude
E mesmo que tudo isso mude

Nada mais é passageiro
Com você agora sou inteiro
Faço tributos aos pensadores
Que a séculos enaltecem um grande amor
Sem saber ele,o pensador
Que retratava em si o nosso amor.
(Bruno Pefe)

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Marcha

Ando meio cansado
da impetuosidade do tempo
Dos valores,da falta de alento

Ando bem cansado
Do caráter violento
Das buscas infindas
Desalento,me repito

Ando bem cansado
Só chuva,só metáfora
Estão fechadas as portas
para os meus sonhos
Que sonhos?já se derreteram
Antes de chegar à porta

Cansei,estou parado.
(Bruno Pefe)

Me abraça

Se me disser que vais embora
Se faz drama e briga com as datas
É que já passou da hora
De caires nos meus braços

Quando quiseres gritar, chora
Recorda tudo,vasculha a memória
Que não esquecestes da nossa hora
Agora lembra do que fazíamos

Se soubesse que a essa hora
Meu coração puxa na memória
E só se lembra do seu nome
do seu cheiro,da nossa história

Não mais suporto nenhum entrave
Eu estou cansado de ser só um
Quero estar ao seu lado,só com o amor
Livre de qualquer outro sentimento,nenhum.
(Bruno Pefe)

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Sopro

A vida é um rio
Abrace tudo que te cause arrepios
E leve consigo,como se fostes um navio.
(Bruno Pefe)