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sábado, 28 de agosto de 2010

Variável

Eu não devia
Mas vivia a dizer
Só mal dizeres
A vida por perfazer,leves prazeres
Só a rebeldia de entender
E o riso sem querer
é fantasia
E me aplicar em compreender
Represaria,estancaria
O resto da minha gana
Ambígua
Pelo próximo dia.
(Bruno Pefe)

terça-feira, 24 de agosto de 2010

A última de hoje

Nunca fui oblíquo
Não lavei minha fé
Nas minhas mãos se mostram
o revés da paixão
que ao invés do coração
coage a multidão
embaça,curtindo-a
pra me falar
Que eu devo seguir
a canção a proferir
as noites a dizer
do improvável dos seus beijos
Da coerência dos bibêlos
Que aos serviços do amor
Incoerente como só
Me soam ao afagar dos seus cabelos
que por ti,e por cedê-los
por tê-los em mim
posso me permitir o pulso desvairado da jugular
que pulsa no intenso de te amar.
(Bruno Pefe)

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Gosto

Me disseram do caráter racional do sentimento
Mas se engana-se a razão por um momento
Aí a trama transborda o momento
Não há nada,nem nos números,de coerente
Que possa ser rasgando pela mente
Que quando,pálido,sorria valente
Ao lembrar das plataformas,dos ápices do seu rosto.
(Bruno Pefe)

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Vitalício

A minha rotina fede
Em fustigares,as minhas podres intenções.
Razões?São apenas vultos nos meus tímpanos
Vultos racionais,cabais,muitos,muitos mais
Fugaz,repetindo os escapismos de outrora
Agora,ilusionismo,só e apenas o paganismo dos meus versos
Quietudes culturais periódicas me mostram castas epifanias
Simples simpatias,estupefatas no momento de serem animadas
rasgadas, caladas,se demonstram no atrito dos meus dedos
sabê-los.
(Bruno Pefe)

sábado, 14 de agosto de 2010

Curso

Quatro letras garfadas
Impostas ao meu peito
A despeito da tristeza
As rimas vãs entendem que é preciso
A sutileza das marés pra se entender
O anteposto que encontro em você
O anjo arteiro que me diz que tu me segues
As incoerências que me levam aos teus lábios
As desavenças típicas dos sábados
pálidos.
(Bruno Pefe)

domingo, 8 de agosto de 2010

Esclarecimento

A perfeição mentiu e seguiu
Na objeção carente dos teus olhos,o sono
A perfeição ruiu,caiu
Eu um espelho d'agua retalhado pelas tuas lágrimas

Os odres sujos do seu pensamento
Gritavam,estavam fartos dos horrores da liberdade
Remavam em busca da paz
em busca das rédeas corretoras,em busca da flor

qual é a flor inexpugnável dos meus sonhos?
É essa a busca,é o motivo capital,
que faz quaisquer explicações burras
que fatigam o infatigável
Faz da coerência leiga
faz de suor um prato
cheio de lembranças rudes

Que molha com o ardor a plenitude
Que canta o silêncio em marcha
É chama que atiça a galope
me pesca e me põe em um envelope
Sem saber que o seu pólen
por ser pólen,por ser seu
Me traga ao avesso da vida
Á poesia desconhecida
Às repetições,ao mesmo fim
Simples assim,em ti.
(bruno pefe)

sábado, 7 de agosto de 2010

A desforra dos sonhos

A desforra do sonho
É aquela sensação engraçada
Aquelas cócegas na alma
Aquele conhecido cheiro de jasmim

Que só se faz sabido quando se ama
É encostar em tudo
A fim de estar ao lado dela
Tentar se resumir obviamente em vão

Quando qualquer sopro de imaginação
Não caberiam em mil páginas
Cada palavra pensada alça como um fogo de artifício

Que se explode como uma poesia concebida
A feiúra das paisagens é charmosa
A desforra dos sonhos é o todo
A desforra dos sonhos é o amor.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Luz e sombra

Cinco mil estrelas azuis
Infinitos entraves de luz
A ser queimar-se em ouro

Verter a serragem escura
Em alguma forma pura,talvez a cura
Infértil viva
Em fios de cabelos nus
Gritas,gritos de não saber
E açoita a noite com o olhar
E queima o fogo de tocar

Segura o choro a contestar
O que empolga,e te transforma
Em luar

domingo, 1 de agosto de 2010

Tantos anos

Os anos vem como marcas
Vastas cicatrizes rumo ao fato capital,
Aproximando-se cada vez mais da face do obscuro
As minhas energias diminuindo levemente,como uma maré

Mas ainda sou jovem
Ainda estou aposto com a vida
Mas já começo a sentir a decadência
Existe charme nos tempos grisalhos?

Os anos são como coceiras ardidas
que nos instigam a forjar a pele aos poucos
A vida é pesada cada vez mais
Mas eu ainda sou jovem

Dizem que a velhice é deslumbrante
Mas eu a vejo cansativa
Eu só me vejo na expectativa
Da próxima curva,do além do que eu enxergo
De me ver na final realidade de voltar ao pó
e só.
(Bruno pefe)