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terça-feira, 28 de junho de 2011

Sinfonia Surda do Adeus

Que música é essa?,ela começa,cadê você?
Que música lenta!só isso que me resta,e uma fotografia nossa
Notas violentas a me desorientar,esqueço de notar
Como era bonita,como era bonito ao seu lado estar

A vida é um inferno sem te entreolhar
Loucuras! Pinturas,as faço para estar
Em um quadro,ao seu lado,mesmo sem poder falar
Fico pasmo,no meu desenho calmo,você parece gostar

Mas te conheço,não tens apreço,e volto a chorar
Choro mesmo,e choro menos,até me acalmar
E volto ao teu quadro,aos teus olhos,continuo a pintar
para que esses brilhem,e por eles passem a luz triste do meu sonhar.

(Bruno Pefe)

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Síntese

Na assimetria do tempo
Revogo, taciturno meu alento
Invoco rastros turbulentos
Do que um dia chamei de sonhar

Na carona nao quista desses ventos
Nao escolho a direção nem o lugar
E a arritmia de tudo que eu quero
Te peço a paciência de uma brisa

Nesse ritmo arrítmico do meu sonho
Espero dormir para me entregar
Aos teus olhos,vívidos de luar
Mas a manha vem clara a te tragar

Mas fique calma um dia você há de voltar
Noite e dia em um sopro calmo a me abraçar
Sem precisar nos meus sonhos lhe recordar
Nem ter medo da memória te apagar.
(Bruno pefe)

Pedaço do Tempo

O mundo passa
E eu ando devagar
A chuva cala
As cantorias do bar

Se foi o meu riso
No rio do meu pranto
A engrenagem,suja
como a minha cara,viagem

Cada um há de viver o que lhe cabe
O que vivo,é a espada,falso sabre
De revoluções implícitas nos olhos
Que brilham a vitória derrotados

Tem dias que o dia anoitece claro
E a única retórica é dormir
Nesses tempo o tempo
Corre em sentido anti-horário

só para os olhos molhados
Visarem o passado
e enxergarem na tristeza
Um mundo enrrugado.
(Bruno Pefe)

domingo, 19 de junho de 2011

Entre trevas e trapiches

Basta de choros imbecis
De redondilhas,coros viris
De caudilhos que forçam a voz
Ao se provarem menores.

Resta um infinito
De homens sempre maiores
Pigarreando as minhas vontades
Sem pedir a minha opinião

Acalmo dessa constante intelecção
O meu fim querido foge
Pelas linhas da minhão mão
Não parece a primeira impressão

Visto pelos estilhaços
Do nosso espelhos quebrado
Me vejo movendo o trapiche
e nos teus olhos as trevas em riste.

(Bruno Pefe)

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Nascer do Luar

Os dias são estranhos
Costuras de se errar
Nos dias me entranho
E espero a noite me tragar

Você me é estranha
Mas quero te abraçar
Os dias são oblíquos
Quero me entregar

O dia é um inseto
Prestes a voar
Eu me sinto o resto
Figura na sala de estar

O dia é sua luz
Me dá vontade de cantar
A noite que começa...
Me perco ao falar.
(Bruno Pefe)