Nasci para ser gauche
Mas tive os olhos vidrados na lua
E ela, feminina,crua
Empalha meus haveres
Equipara meus quereres
A essas aguas lamacentas
Que me tragam a mordidas
Em feridas fartas,ambíguas
Nasci para ser gauche
Mas devo continuar.
(Bruno Pefe)
sexta-feira, 29 de outubro de 2010
Figuras
Sabe.Eu odeio te amar
Mas te amo
E não posso abreviar
Eu te quero
E não posso negar
E,se te tenho
Devia fulgurar
Mas finjo-me
Sinto-te
minto
E mergulho no teu olhar.
(Bruno Pefe)
Mas te amo
E não posso abreviar
Eu te quero
E não posso negar
E,se te tenho
Devia fulgurar
Mas finjo-me
Sinto-te
minto
E mergulho no teu olhar.
(Bruno Pefe)
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
Deixa pra depois
É preciso morar
Em algum lugar
É preciso festa
é preciso defenestrar
Cause-me transe
A fragilidade da familia
Perfeita
Imperfeita entre si
Mas atesta-te mágico
Pois sois frágil
Trágico como eu
Pálido como eu
Sois como eu
Errado como eu.
Isto lhe soa familiar?
(Bruno Pefe)
Em algum lugar
É preciso festa
é preciso defenestrar
Cause-me transe
A fragilidade da familia
Perfeita
Imperfeita entre si
Mas atesta-te mágico
Pois sois frágil
Trágico como eu
Pálido como eu
Sois como eu
Errado como eu.
Isto lhe soa familiar?
(Bruno Pefe)
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
Por quereres fugazes
Perdido tentando me encontrar
Nesse mundo de todos
Mundo de ninguém
Que pede para descer no próximo ponto
Estou cansado de rimas bélicas,rimas éticas
Sempre fui dado a contrapontos
Mas o ponto de entrega me enerva
E desponto na névoa...
Sentiu saudades?
Não sinta,pois meu cavalo é o infinito
E nunca canso-me trotar em busca da vida
Buscando-me menino
Aprendendo o que é o amor.
(Bruno Pefe)
Nesse mundo de todos
Mundo de ninguém
Que pede para descer no próximo ponto
Estou cansado de rimas bélicas,rimas éticas
Sempre fui dado a contrapontos
Mas o ponto de entrega me enerva
E desponto na névoa...
Sentiu saudades?
Não sinta,pois meu cavalo é o infinito
E nunca canso-me trotar em busca da vida
Buscando-me menino
Aprendendo o que é o amor.
(Bruno Pefe)
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
A última curva
Estamos quase lá
Atenda-me cá
Que já reina o entojo
Seja minha ó pequena
Que a nuvem negra se aproxima
Fuja de tudo,minha menina
Pois o vento nos aglutina
Vapores em transe,ó garotinha
Eu venho de onde tudo termina
Fique aqui,minha querida.
(Bruno Pefe)
Atenda-me cá
Que já reina o entojo
Seja minha ó pequena
Que a nuvem negra se aproxima
Fuja de tudo,minha menina
Pois o vento nos aglutina
Vapores em transe,ó garotinha
Eu venho de onde tudo termina
Fique aqui,minha querida.
(Bruno Pefe)
Retórica do luar
Eu te esqueço
Só para dizer que não mereço
O teu apreço
Sou teu cabresto
Meu anjo
Anoiteço sujo
Espreitando os teus cílios
pra que filhos?
Se o nosso amor
O meu amor
é pela noite.
(Bruno Pefe)
Só para dizer que não mereço
O teu apreço
Sou teu cabresto
Meu anjo
Anoiteço sujo
Espreitando os teus cílios
pra que filhos?
Se o nosso amor
O meu amor
é pela noite.
(Bruno Pefe)
segunda-feira, 11 de outubro de 2010
Colagens
O vento urge pensares.Trânsito
macabros são os poetas e suas ânsias
Coitado é o profeta,preso em suas radiações
E para mim,o campo não existe
O Arcaísmo é uma mentira
As minhas crônicas são as da cidade.
Os ventos são estilhaços do ar livre
Fulgidos,fingidos entre os prédios
Remédios à todas as especulações,inaudíveis
A razão,uma estupidez inútil,que invade a cidade|
Essa cidade que me farta
Essa cidade que me enfarta.
(Bruno Pefe)
macabros são os poetas e suas ânsias
Coitado é o profeta,preso em suas radiações
E para mim,o campo não existe
O Arcaísmo é uma mentira
As minhas crônicas são as da cidade.
Os ventos são estilhaços do ar livre
Fulgidos,fingidos entre os prédios
Remédios à todas as especulações,inaudíveis
A razão,uma estupidez inútil,que invade a cidade|
Essa cidade que me farta
Essa cidade que me enfarta.
(Bruno Pefe)
domingo, 10 de outubro de 2010
Trote
A cidade ainda é a mesma,amor?
Pacata,fechada na dor
Fulgores em transe são
Cães sentindo o calor
Pelos focinhos,pavor
Clamor,tossindo suor
Que dó!Os réus por si
Sem culpa,sem véus então
Pagão,remela dos teus
Amor,esse mundo é ateu
Pacata,fechada na dor
Fulgores em transe são
Cães sentindo o calor
Pelos focinhos,pavor
Clamor,tossindo suor
Que dó!Os réus por si
Sem culpa,sem véus então
Pagão,remela dos teus
Amor,esse mundo é ateu
sábado, 9 de outubro de 2010
Tinteiro
Quero uma folha em branco
Pois as linhas retas do caderno me entortam
Me entornam aos poucos
Quero uma folha em branco
E uma borracha para apagar
Todas as manchas que eu escrevi
Sem querer
Quero uma folha em branco,
Quero uma vida em branco
Para poder retalhá-la,como Picasso
Para poder recortá-la,como bem faço
Ou mesmo para dizer o que sinto
Até mesmo para passá-la a limpo
(Bruno Pefe)
Pois as linhas retas do caderno me entortam
Me entornam aos poucos
Quero uma folha em branco
E uma borracha para apagar
Todas as manchas que eu escrevi
Sem querer
Quero uma folha em branco,
Quero uma vida em branco
Para poder retalhá-la,como Picasso
Para poder recortá-la,como bem faço
Ou mesmo para dizer o que sinto
Até mesmo para passá-la a limpo
(Bruno Pefe)
terça-feira, 5 de outubro de 2010
Escrevo
Escrevo
porque a vodca acabou
E a caneta ainda tem tinta
e as folhas me convocam à tatuá-las
Escrevo,por que a vida me falou
Ao pé do ouvido me avisou
Que a minha sina era ser eterno
Mesmo morto, eterno pelas letras
O maior dos paradoxos
A Poesia,garantia da eternidade da alma
ambígua como a vida,se realiza do brilho da minha mente
Para a ponta da minha caneta
daí ao pragmatismo do papel,e bifurca
Pela eternidade ou pela nulidade
mas mesmo assim vive.
(Bruno Pefe)
porque a vodca acabou
E a caneta ainda tem tinta
e as folhas me convocam à tatuá-las
Escrevo,por que a vida me falou
Ao pé do ouvido me avisou
Que a minha sina era ser eterno
Mesmo morto, eterno pelas letras
O maior dos paradoxos
A Poesia,garantia da eternidade da alma
ambígua como a vida,se realiza do brilho da minha mente
Para a ponta da minha caneta
daí ao pragmatismo do papel,e bifurca
Pela eternidade ou pela nulidade
mas mesmo assim vive.
(Bruno Pefe)
domingo, 3 de outubro de 2010
Poema de calçada
Um mendigo jogado na calçada
Um mendigo com as cara amassada
No chão da praça fria
Aquém das civilização
Audíveis apenas os pés corriqueiros,correndo
Trotando em busca dos seus estábulos digitais
Um mendigo na calçada
Cheira a estrume,cheia a lembrança
E o mundo,todo mundo esquece
Os pés se apressam no final da tarde
Mas eu juro que eu vi um par de olhos
naquele chão mijado,vi um homem engomado pela poeira
mas passei,fui em frente,como todos os pés
afinal,eu era só mais um não?
Passei,e me culpei
Não por que não pude ajudá-lo
Mas,porque no fundo,eu não queria ajudá-lo
por pior que seja ,eu não me importo.
(Bruno Pefe)
Um mendigo com as cara amassada
No chão da praça fria
Aquém das civilização
Audíveis apenas os pés corriqueiros,correndo
Trotando em busca dos seus estábulos digitais
Um mendigo na calçada
Cheira a estrume,cheia a lembrança
E o mundo,todo mundo esquece
Os pés se apressam no final da tarde
Mas eu juro que eu vi um par de olhos
naquele chão mijado,vi um homem engomado pela poeira
mas passei,fui em frente,como todos os pés
afinal,eu era só mais um não?
Passei,e me culpei
Não por que não pude ajudá-lo
Mas,porque no fundo,eu não queria ajudá-lo
por pior que seja ,eu não me importo.
(Bruno Pefe)
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