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segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Poema monetário

Aí!Como me dói ver que a minha dor encharca
Nas gotas cuspidas do teu riso debochado
Pois,quando finalmente soube o que é viver
Percebi que o sol não nasce sem ser pago
E que tudo e todos têm seu preço
Até o amor,até o apreço.


(Bruno Pefe)

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Arritmia

Ah se eu soubesse escrever
Perguntaria todo dia de você
Talvez até Deus ouviria algum dia
E o meu dia ia nascer

Me integro ao nublado
Vou chover!
Lágrimas de sódio
Caem do meu ódio
Disfarçado de sofrer

Ainda sou muito jovem para saber
Se o caminho que escolheu é o fim
Ou se tentara só lembrar do melhor de mim.

(Bruno Pefe)

domingo, 9 de outubro de 2011

Sampa

Em dia em que até a lua está tímida
Me canso até de pensar
Que eu dia se estiver louco
Talvez meu descanso seja amar

E tusso com a fumaça turva
Que o vento torto acaba a levar
Vejo que não nada queimando
A fumaça que respiro é o próprio ar

E ando até ficar rouco
DE tanto exclamar
Nas ruas todos são loucos
A ópera para eles é gritar

E gritam tanto fazendo poucos
Até alguém a voz lhe roubar
E voltam para casa tão todos
chorando:São Paulo!
Para sempre vou te amar.


(Bruno Pefe)

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Sapatos

Pessoas crescem
E agradecem fúteis
Ao se juntarem ao rebanho

Pessoas úteis, dormindo cruas
Acordam e vêem com entusiasmo
O sono nos olhos do futuro

Pessoas dúbias
invertem núpcias
aos trilhos do que sabem

Pessoas?Dúbias!
Enervam ás turras
discussões profundas.



(Bruno Pefe)

domingo, 2 de outubro de 2011

Dos meus arrependimentos

Não estou limpo,nunca estou
Carrego comigo a poeira de tudo que eu fiz
Cada pessoa a qual eu magoei
O que eu queria dizer e não falei
O que poderia evitar e deixei acontecer
Cada erro é como uma mancha na minha alma
E a sinto cada vez mais áspera,mais suja
Como uma janela de um prédio abandonado do centro da cidade.


(Bruno Pefe)