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sábado, 30 de junho de 2012

terça-feira, 26 de junho de 2012

Neste momento,
no qual todos os cruéis lixam as unhas
Há um vento frio vindo do norte

Muitos são os motivos para se calar
Mas há um outono frio provendo a sorte

Povos pobres choram à própria sorte
Mas há um luar risonho
Um luar de ventos
Um luar de olhos secos

Ao pé do nascer do sol.

sexta-feira, 4 de maio de 2012

A última lágrima

Se vai o amor,meu amor
 Desabrocha a dor para ti
 Se com o meu choro bobo,                    
 vai um pouco de ti
 Perdão minha flor
 Se cortei teu coração
 Se sangrei a tua dor
 Estanquei o nosso amor
 Se for para acabar,perdão
 Não soube falar com o coração
 A dor que te causei sem razão
 Não pude aprender como amar.


 (Bruno Pefe)

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Catacrese

Para quê pão?
Tuas vozes secas
Outras vozes lentas
Falharão,talvez não
 O que não vês irmão?
Teu amor tão rasgado
 Tua vida  quieta
Tua morte  lenta
 Em verdade então
Tua hora já foi
Tua voz já perece
Outrora fostes,em vão
 Já não és mais que um senão.


 (Bruno Pefe)

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Azul opaco

Quem diria que teus olhos nus
teu corpo vil,cor de anil
Seu coração brasil,foge de ti
vem para mim,corre doce jasmim
entre flores, amores de cetim
e fim.

(Bruno Pefe)

sábado, 17 de março de 2012

Flores mudas

Enfim,se de uma semente podre
nasce algo como o trigo
capaz de ser adorado
e apreciado com um bom vinho
Sejam as épocas torpes
também vanguarda de um destino
Que começa agora pequenino
E cresce ao tom de um desbaratino.

(Bruno Pefe)

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Poema do dia seguinte

A vida como conhecíamos caiu por terras
Suores levaram consigo toda a oposição
É tempo de núpcias veladas
Flores desabrochas formam um coração sortido

Veludos ingleses substituem a falta de polidez de um sorriso
A crueldade é inútil diante da sombria indiferença de suas vítimas
Estúpida sensação cinza do nascer do sol,blasé
Caíram todos os imperadores,exterminadores do livre arbítrio

Agora nos resta surtar ao ver todas as portas abertas
Cantores falam sem vontade musicas sobre a verdade que já anoitecera
Dos amores,só bondade, um tom suave de amizade que ecoa no meio do nada
Atravessa-se a vida assim,luxuosamente existindo.

(Bruno Pefe)

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Poema adolescente

Escuta menina
Segue o teu coração
E se o caminho levar a dor
despeça-se de pé e vá

Olha amor,finge que quer sorrir
Mesmo que sinta que vai chorar
O seu riso vale mais que tudo aqui
Meu sorriso se mostrou perto de ti

E veja bem
não procure o amor na escuridão
Ele pode estar ao alcance da sua mão
Por favor não o deixe partir.

(Bruno Pefe)

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Esquina

Não há nada que forje o tempo
Como o silêncio do pôr-do-sol
O bafo Quente do meio-dia me incomoda
Qual a metafísica que há no ato de andar?

Vagaroso,vejo o resultado de muitos anos no espelho
Velho ele sofrera mais do que eu com o tempo
Mas agora não mais,parece conservado aos meus olhos
O tempo parece não passar quando se envelhece junto

As chagas oxidadas do velho espelho me levam ao passado
Lembro da minha juventude como se tivesse montado
É asfixiante não distinguir o que é realidade, e o que enxertei com os meus sonhos.

Me sinto palhaço ao andar na rua,olho para baixo
Perco um mosaico de rostos por vergonha,
vergonha de mim,talvez um pouco de dó alheia
Até a esquina já esquecerei do que pensava.

(Bruno Pedro)

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

O príncipe do ócio

Barulhos!Zumbidos!
Mas que bagunça estúpida!
Corro pelo mundo
A perder meus pensamentos

Calúnias!Insultos!
Poupe-se é inútil
Já é tempo de relevar
Não há tempo a perder

Puros!Seus burros!
Incautos a argumentar
Perco meus sapatos
Não é o momento de procurar

lustres e cuspes!
Deixe-me lhe perguntar
Minhas pernas estão cansadas
Minhas mãos estão cansadas.


(Bruno Pefe)

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Dos heróis verdadeiros

Meus heróis não são famosos
Nem ricos,na maioria das vezes
Não sei seus nomes,suas aparências
E não devo conhecê-los

Pois essas pessoas não sabem o que são
Vivem acreditando que suas pequenas ações
Fazem apenas parte do cotidiano
Que não são importantes.

Ledo engano!

O que muda o mundo e o faz menos cruel
Não são os grandes feitos
Mas o mosaico de boa-vontade
Imprescindível para se atravessar
O rio de maldade de cada dia

Concluindo,herói é quem torna o mundo um lugar melhor
Não quem fica famoso mas sim quem trabalha
Em benefício alheio,assim sendo
O verdadeiro herói pode ser você.

(Bruno Pefe)