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segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Contraponto

O tempo depura murmurando
Estonteado, sobressai sua data
Rasgado pelo seu próprio ultraje
O tempo,rasurado,não reage

Sua retórica é o vento,é o canto
Tal o eco do relógio em silêncio
Que cultua,tumultua o meu coração
Estou cansado,mas não direi não

Esqueci de continuar,sonho
O que fazer se eu sou meu monstro
Das faculdades dos meus sonhos
Só inexiste a presciência de olvidar.
(Bruno Pefe)

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Chuva de chumbo

Bebo do chá amargo
Da cor cinza da cidade
Os viadutos racham
No tom dos meus dissabores

Com o correr das chuvas
Se esvaem os amores
Só ficam minhas dores
Carrapatos com cara de terror

Simpáticos ao horrores
São os vultos da cidade
Socorro,clamores!
Seguem os cursos da vaidade

Coitado,meu dote é casto
Eu estou cansado
Dessa cidade.
(Bruno Pefe)

sábado, 4 de dezembro de 2010

O sentido da vida

O silêncio se faz rechaçado
Pois nós dizemos tudo calados
Apenas com o olhar
Infinito de entreolhares

O ódio se diz enjoado
Pela overdose de amor
Pelo nosso amor
Nós dois,enamorados

Os templos se fazem insensatos
Já que o nosso templo,
Todo tempo cultuado
É o nosso amor
E o corpo do namorado

Salve o mundo,mundo desgovernado
Tudo louco,tudo desorganizado
Tenho em mim que as coisas são assim,tão emboladas
Por que o mundo,coitado,nunca teve uma namorada.
(Bruno Pefe)

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

A paixão em si

Cara embevecida
Do meu eu distraído
Traço cada passo
Como se sua mão estivesse
Entrelaçada na minha.

Para mim essa dança
Parece não fazer sentido
Mas danço-a,e como danço
Seguindo teu perfume
Ignorando os riscos

Sigo a tua voz
E peço que se cale
lábios nos meus lábios
E nossas almas abraçadas
Entrelaçadas.
(Bruno Pefe)