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sábado, 31 de julho de 2010

ligações

Ao querer ser um só
Só me demonstro incapaz
De ser além do óbvio
de ser o grande mecenas

Ao querer valer a pena
Me perco no sentido dos planetas
Me perco no destino de Romeus e Julietas
Me acho no abrigo feito do meu próprio ego

Ao querer me achar no musical
Só,admiro o âmbito fatal
O caráter corrosivo da essência
Os gritos da alma em vão

Ainda não entendi o que é ser mais
talvez seja banal
conhecido racional
talvez seja o poesia,talvez seja ser poeta.
(bruno pefe)

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Sofrível

Um poeta mediano
Suas musicas caseiras
Alegrias derradeiras
Haveria o por vir?

Um poeta mediano
Sem palavras
Só rancor
Tecendo versos
Chorando os restos
Do que foi um dia

Um poeta mediano
Com intenções dilaceradas
Pelos ventos,sua jornada
E no coração,nada.

Você

As luzes já se explicam
E eu quero o teu abrigo
Eu quero ser amigo
Até que me canse de me iludir

Eu quero me cansar de estar assim
Eu quero te amar e estar em ti
Como dois pequenos colibris
Tentando atingir seu coração

Eu quero ser inteiro
por extenso,de exato
Eu quero tudo,eu quero o ato
De me fingir de salvador
De arrancar a sua dor
Eu quero só o seu amor

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Os dias

Os dias vem violentos
E eu me enredo no advento
De ter você se esvaindo
Se esguichando pelos furos da minha alma

Os dias vem nebulosos
E a vida,o riso o tempo
Se perderam se encontrando
Ou tentando te encontrar

Os dias vem nebulosos
E o choro, sistemático
vai fugindo,buscando
gritando ideologias fúteis

Os dias vem amorosos
E os cheiros,mais suados
O timbres clareados
Os amores,mais amigos

Os dias vem anoitecidos
E os valores,altivos
E do açoite surge o carinho
E dos amores,o infinito

sábado, 24 de julho de 2010

Ápice

O estonteio do encontro
Apesar de alguns entraves
Parece já estar pronto
Parece não entender
Que o caminho está aberto
À eloqüência,aos impropérios
Se perderem nos teus olhos
E os gritos,são suaves,são afagos
A todos que te ouvem
A todos que desossam
Suas almas em impaciências
Suas reles decadências
E eu,do entojo à inocência
Me rendi à suave displicência
De saber que és parte de mim
(Bruno pefe)

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Velharias

Sou,estou velho
Mas ainda consigo ladrar
Mesmo que os altos timbres já me faltem
Ainda tenho a poesia!

Essas letras,que ninguém vê
Como eu,ninguém as vê
Somos irmãos afinal
Somos irmãos ao final

Mais do que irmãos somos iguais
Cantando amores fantasiosos
Dos quais só nós sabemos
Senis como eu,sangrando como eu
Velhas como eu
(bruno pefe)

terça-feira, 20 de julho de 2010

As arestas

Sentado a beira do palco de um teatro abandonado, estava um homem,de aparência vil,rosto rude
assemelhado com o de um lavrador,expressões de sofrimento tencionavam suas sobrancelhas ralas.
Olhava o teatro estupefato,cada desenho na parede,cada forma nua representada nas paredes descascadas do teatro condenado,seus olhos brilhavam como os de uma criança encantada com a primeira paixão.
Estava ali o retrato de alguém,mas quem seria esse homem,seria um fracassado arrependido de alguma coisa ,seria um poeta em busca de inspiração,quem ele procurava,o que ele procurava, do que sua alma tinha medo,quais eram os seus receios?
Avesso á todos os pragmatismos ele continuava lá,desconhecido,a única informação que temos e precisamos é o brilho dos teus olhos,sem diálogos,apenas sorrindo diante desse maravilhoso e decadente teatro,imaterial tal como ele,inocente como todos nós,tateando o que é com com os olhos,principalmente pelo fato de apenas estar sonhando,de apenas voar errante em todos nós,por todos nós.
(bruno pefe)

Aos gritos

Vivemos de fofoca
Tudo é assunto
Malditos comentários
Risos torpes diários

Duas doses de falsidade
Mas que sejam engolidas devagar
Para se poder sentir o fogo podre
Que arde a adoçar a vida dos outros

Seria eu o açucar da sua existência
Dessa sua ridícula maneira de ser
desse seu pálido rosto imoral
Ou posso estar errado

Sou eu o idiota
de não renegar a essência
sucumbir a ciência vil desse veneno
Sucumbir a maldade padrão que me corrói\
(bruno pefe)

Além

Me repito
Vivo a me repetir
Sou a conseqüência do "mais uma vez"
Sozinho,sou denovo
Na esperança de nascerem dois,três,mil
Mas sou só um
Sou só eu
Até o vento não me quer
Sou mais um
Ilhado em si
Na esperança de ser
Na companhia de quem?
Tenho companhia?!
Acho que não
Sou um
Apenas um
Sozinho
(bruno pefe)

domingo, 18 de julho de 2010

Armadura

Servem-te amarga
De todos os pudores
Aos heróis da província


Esqueceram-se os magos
Do gosto da vitória
Renderam-se a escória
Serviram-se do comum

Já não são mais os mesmos
ou será que são?
Tenho em mim a idéia
De que sempre foram comuns

Só se vestiram de heróis
falsos como o sangue derramado
Tiveram a audácia de vestir a cor
tiveram a audácia de fingir de amor.
(bruno pefe)

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Poesias,os dias e o vento

A chuva cai salgada de dor
E leva consigo meus pensamentos
Toda a inútil subordinação
Me sobra ainda requerer a minha alma

Resta o pragmatismo impossível
Que adubou minha consciência
E me instruiu a agir nesse padrão,turvo
A coerência é ser turvo por fim?

Vislumbro a utilidade do prático
A inabilidade das regras
O opcional da vida
Os dois famosos caminhos

E eu vejo pela janela a dor
Indo pelas águas da chuva
Tingindo de vermelho-ódio o mundo
Nesse tom arredio e asqueroso

Me sobraram essas linhas,tímidas
A serem escritas,inscritas sãs
A serem louvadas,pelo suor do coração
Para serem tingidas,da cor do encanto,da cor do amor.
(bruno pefe)

terça-feira, 13 de julho de 2010

Invertida

Eu tenho todas as verdades
Todas as saudades
Embutidas nos teus olhos
E descrente do espanto
Eu somente me encanto
Não é pra tanto?!
Olhaste bem?
De todo o encanto
Sonhaste,Deus
A flor em pranto
E eu,Ateu
Julgo insano
O intenso explanar
O final intento
Meus pensamentos
Das juras livres
Dos sonhos meus
Dos olhos teus
(bruno pefe)

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Rascunho

         2:30 da manha,as aves já bebem da noite quando eu começo esse relatório de fingimentos a perceber a eternidade do amanhã,fingindo sentir algo de relevante além do sono e esse desejo de fustigar minha alma .
          Cerco,calo ,faço,tudo em 1a pessoa,sou mais astuto que o meu caçador?será que hoje é dia da raposa?
perseguido como alguém que tivesse algo sólido a desejar,como se eu não fugisse de mim mesmo,como se eu tivesse algum sentido maior.
         Mais não,nem sentido,nem glórias,nem ardores,mais um certo horror com os passos marcados na minha mente,que faz-me descobrir o quão inútil,o quão infértil eu sou por fim
(bruno pefe)

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Supernova

Enxerguei o vento
Mas sopraram aos meus instintos que eram as horas
se rebelando ante o tempo
Tomei um susto no meu confinamento perene
elas vinham em minha direção
Outros,que também assistiram
juraram que eram as horas em chamas
brilhando se derramando
se esvaindo harmônicas
Mais eu sei o que ocorreu
E como o texto me permite a oposição
Creio que aquilo foi um coração
Prestes a saber o que é amar
(bruno pefe)