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segunda-feira, 18 de julho de 2011

Poesia de ir embora comigo

Se perderam as viagens
todas mal empreendidas
Se sujaram as paisagens
a doce vida mal vivida
De vermelho entourage
Qual poesia não sentida
Uma centelha de coragem
Pinga roxa em minha vida
E se viver a paisagem
A vida timbra mal resolvida
E se tudo é miragem
O meu oásis eu perdi.

(Bruno Pefe)

Ferro bruto dos meus olhos

Qual é o sentido da vida
Provocar a morte despercebida?
Invocar o ódio para ocupar o tédio?

Do que são feitas as palavras vazias?
De ar e sangue de alguém que não sou eu
De ódios em odres dos quais um Deus já bebeu

Ou das vistas cegas a farsa que sou
Se corro jogo o sangue que é seu
Se é meu, me corte,me prove que nasceu

Pois se não, é só, escorre
Regado à poesia
Fingindo que viveu.

(Bruno Pefe)

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Sereno

Sim,senti-me malvado
Me vejo fadado
Aos teus olhos nus

Ai!Assim derrotado
Divago calado
Pelos teus corações

Sabes,me jogo ao chão
Nesse frio do salão
Só para te tatear

Debaixo de um vão
Sem dor nem razão
Só,a me encontrar.
(Bruno Pefe)