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sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Poema do dia seguinte

A vida como conhecíamos caiu por terras
Suores levaram consigo toda a oposição
É tempo de núpcias veladas
Flores desabrochas formam um coração sortido

Veludos ingleses substituem a falta de polidez de um sorriso
A crueldade é inútil diante da sombria indiferença de suas vítimas
Estúpida sensação cinza do nascer do sol,blasé
Caíram todos os imperadores,exterminadores do livre arbítrio

Agora nos resta surtar ao ver todas as portas abertas
Cantores falam sem vontade musicas sobre a verdade que já anoitecera
Dos amores,só bondade, um tom suave de amizade que ecoa no meio do nada
Atravessa-se a vida assim,luxuosamente existindo.

(Bruno Pefe)

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Poema adolescente

Escuta menina
Segue o teu coração
E se o caminho levar a dor
despeça-se de pé e vá

Olha amor,finge que quer sorrir
Mesmo que sinta que vai chorar
O seu riso vale mais que tudo aqui
Meu sorriso se mostrou perto de ti

E veja bem
não procure o amor na escuridão
Ele pode estar ao alcance da sua mão
Por favor não o deixe partir.

(Bruno Pefe)

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Esquina

Não há nada que forje o tempo
Como o silêncio do pôr-do-sol
O bafo Quente do meio-dia me incomoda
Qual a metafísica que há no ato de andar?

Vagaroso,vejo o resultado de muitos anos no espelho
Velho ele sofrera mais do que eu com o tempo
Mas agora não mais,parece conservado aos meus olhos
O tempo parece não passar quando se envelhece junto

As chagas oxidadas do velho espelho me levam ao passado
Lembro da minha juventude como se tivesse montado
É asfixiante não distinguir o que é realidade, e o que enxertei com os meus sonhos.

Me sinto palhaço ao andar na rua,olho para baixo
Perco um mosaico de rostos por vergonha,
vergonha de mim,talvez um pouco de dó alheia
Até a esquina já esquecerei do que pensava.

(Bruno Pedro)