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domingo, 3 de outubro de 2010

Poema de calçada

Um mendigo jogado na calçada
Um mendigo com as cara amassada
No chão da praça fria
Aquém das civilização
Audíveis apenas os pés corriqueiros,correndo
Trotando em busca dos seus estábulos digitais

Um mendigo na calçada
Cheira a estrume,cheia a lembrança
E o mundo,todo mundo esquece
Os pés se apressam no final da tarde
Mas eu juro que eu vi um par de olhos
naquele chão mijado,vi um homem engomado pela poeira
mas passei,fui em frente,como todos os pés
afinal,eu era só mais um não?
Passei,e me culpei
Não por que não pude ajudá-lo
Mas,porque no fundo,eu não queria ajudá-lo
por pior que seja ,eu não me importo.
(Bruno Pefe)

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