A chuva cai salgada de dor
E leva consigo meus pensamentos
Toda a inútil subordinação
Me sobra ainda requerer a minha alma
Resta o pragmatismo impossível
Que adubou minha consciência
E me instruiu a agir nesse padrão,turvo
A coerência é ser turvo por fim?
Vislumbro a utilidade do prático
A inabilidade das regras
O opcional da vida
Os dois famosos caminhos
E eu vejo pela janela a dor
Indo pelas águas da chuva
Tingindo de vermelho-ódio o mundo
Nesse tom arredio e asqueroso
Me sobraram essas linhas,tímidas
A serem escritas,inscritas sãs
A serem louvadas,pelo suor do coração
Para serem tingidas,da cor do encanto,da cor do amor.
(bruno pefe)

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