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terça-feira, 20 de julho de 2010

As arestas

Sentado a beira do palco de um teatro abandonado, estava um homem,de aparência vil,rosto rude
assemelhado com o de um lavrador,expressões de sofrimento tencionavam suas sobrancelhas ralas.
Olhava o teatro estupefato,cada desenho na parede,cada forma nua representada nas paredes descascadas do teatro condenado,seus olhos brilhavam como os de uma criança encantada com a primeira paixão.
Estava ali o retrato de alguém,mas quem seria esse homem,seria um fracassado arrependido de alguma coisa ,seria um poeta em busca de inspiração,quem ele procurava,o que ele procurava, do que sua alma tinha medo,quais eram os seus receios?
Avesso á todos os pragmatismos ele continuava lá,desconhecido,a única informação que temos e precisamos é o brilho dos teus olhos,sem diálogos,apenas sorrindo diante desse maravilhoso e decadente teatro,imaterial tal como ele,inocente como todos nós,tateando o que é com com os olhos,principalmente pelo fato de apenas estar sonhando,de apenas voar errante em todos nós,por todos nós.
(bruno pefe)

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